quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O risco das queimadas para o sistema elétrico


Imagem Cemig
A ocorrência de queimadas, que aumenta nesta época do ano, pode causar interrupções no fornecimento de energia elétrica, trazendo transtornos à população. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Minas Gerais já registrou 9.348 focos de incêndio de janeiro até a segunda quinzena de outubro. Em todos os meses, as queimadas ficaram acima da média anual. Somente em outubro, por exemplo, o estado registrou 2.225 focos contra 1.221 do mesmo período do ano passado, um aumento de 119%.

Além disso, historicamente, os meses de agosto, setembro e outubro concentram o maior número de incidentes dessa natureza. Isso ocorre porque agosto e setembro, principalmente, são os meses que apresentam os menores valores de umidade relativa do ar. A baixa umidade, que deixa o solo e a vegetação mais secos, aliada à elevação da temperatura, devido ao fim do inverno, leva à ocorrência natural de incêndios. Dessa forma, pedaços de vidro, plásticos e pontas de cigarro em beiras de estradas, por exemplo, também, são responsáveis por desencadear queimadas.

Ao atingir redes de distribuição, os incêndios podem provocar a queima de postes e cruzetas de madeira e, consequentemente, o rompimento dessas estruturas e de cabos condutores. Nesses casos, para religar os circuitos atingidos, é necessário recompor os materiais, atividade que exige um tempo maior para ser executada.  Há, ainda, o risco de curtos-circuitos em linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica, causados pelo aquecimento das proximidades dos cabos condutores.

De acordo com levantamento da Cemig, as principais causas de incêndios florestais em Minas são a queima preparatória de pastos e de terrenos para plantio, especialmente em períodos de altas temperaturas e baixa umidade do ar, além da queima de lixos e de tocos de cigarros jogados em beiras de estradas, atingindo a vegetação seca, e descargas atmosféricas.

Para ajudar a diminuir os focos, a Empresa recomenda fazer queimadas somente com autorização do Instituto Nacional de Florestas (IEF), Ibama ou órgãos competentes e de forma controlada, com a construção de aceiros e barreiras que impeçam a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito por meio de valas ou da limpeza do terreno, de modo a obstruir a passagem do fogo.  Outro alerta é não jogar pontas de cigarro próximo a qualquer tipo de vegetação e apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata. Além disso, a realização de queimadas a menos de 15 metros de rodovias, de ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica também não é recomendada.

A Cemig destaca que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. De acordo com a legislação, o indivíduo que cometer o crime ambiental terá que responder a processo, com possibilidade de prisão, e deverá pagar multa pelo dano ambiental causado.

Em caso de incêndios, o Corpo de Bombeiros (193) ou as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem ser avisados o mais depressa possível.


Para minimizar os danos, a Cemig, já se antecipando ao período seco, realiza, anualmente, ações preventivas, investindo anualmente cerca de R$ 25 milhões em ações de limpeza de faixa, com a poda de árvores e vegetações, acero ao pé das torres e aplicação de pintura antichamas nos postes de madeira em locais de risco. Contudo, a população deve conscientizar-se sobre os riscos e prejuízos das queimadas para a sociedade.

Confira também o spot da campanha que está sendo veiculado nas rádios >> http://goo.gl/O9yJG3


Nenhum comentário:

Postar um comentário