segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Horário de Verão terminou à zero hora do último domingo



A edição do Horário de Verão terminou à zero hora do último domingo (22/2), quando os relógios em dez estados e no Distrito Federal foram atrasados em uma hora. Nos 126 dias de vigência da medida, a Cemig verificou, em sua área de concessão, uma redução diária da demanda máxima de 4,0%, o que equivale a 350 MW.

Essa demanda é suficiente para atender uma cidade de 750 mil habitantes, equivalente à soma das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas (MG). Além disso, com relação ao consumo de energia, foi obtida uma economia de 0,5%, que representa 108.000 MWh, durante todo o período do Horário de Verão. Essa economia é suficiente para abastecer Belo Horizonte durante nove dias.

De acordo com o superintendente de Planejamento e Operação de Geração e Transmissão da Cemig, Nelson Benício Araújo, o principal benefício do Horário de Verão é a redução da demanda máxima no Sistema, que significa um aumento da reserva operativa, com o consequente aumento da confiabilidade e segurança para a operação do Sistema Integrado Nacional.

Além disso, segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, a redução de consumo proporcionada pelo Horário de Verão é incorporada ao armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas do País, agregando 0,4% ao armazenamento da região Sudeste/Centro-Oeste e 1,1%  ao armazenamento da região Sul.

"Para os consumidores residenciais e comerciais, a economia é percebida na menor utilização da iluminação artificial. Eles poderiam ter um consumo de até 30 horas a mais por mês com a iluminação, caso não houvesse o Horário de Verão", afirma Nelson Benício.

Desde 2008, por meio do Decreto Federal 6.558, foram fixadas datas para seu início e término: definiu-se que, todos os anos, a medida entra em vigor sempre à zero hora do terceiro domingo de outubro e se estende ao terceiro domingo de fevereiro. No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término do Horário de Verão e o carnaval, o encerramento ocorre no fim de semana seguinte, como aconteceu neste ano.

A definição do Horário de Verão neste período se deve ao fato de os dias serem mais longos no verão e mais curtos no inverno. Fora do período em que o mesmo é adotado, a economia de energia com a iluminação vai deixando de existir e o Horário de Verão passa a não ter mais efeito.

História do Horário de Verão
A ideia original do Horário de Verão é atribuída a Benjamin Franklin, em 1784, embaixador dos Estados Unidos na França, quando percebeu que o sol nascia antes das pessoas se levantarem, durante alguns meses do ano. Dessa forma, ele pensou, que se os relógios fossem adiantados em uma hora, naquele período, as pessoas poderiam aproveitar melhor a luz do dia, ao entardecer, e economizar velas, já que naquele tempo ainda não existia luz elétrica. Mas naquela época as suas ideias não despertaram o interesse das autoridades.

O primeiro país a adotá-lo foi a Alemanha, em 1916, durante a 1ª Guerra Mundial, tendo em vista sua necessidade de se economizar energia elétrica por causa da guerra, principalmente de origem térmica, a carvão e óleo.

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Ele foi adotado 11 vezes entre 1931 e 1968, de forma descontinuada, voltando depois no verão de 1985/1986, e a partir daí em todos os anos até hoje, durante 30 anos seguidos.

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