sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Energia eólica promove desenvolvimento social em áreas carentes



Empresas do Grupo Cemig são responsáveis por 12% da energia proveniente dessa matriz

Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí, na Bahia, vivem uma realidade diferente desde que a Renova Energia, empresa do Grupo Cemig para investimentos em energia alternativa, começou a erguer o primeiro complexo eólico no sudoeste baiano. De lá pra cá, a região não só ganhou três complexos eólicos, mas também desenvolvimento econômico, ambiental e social, com iniciativas para fixar o homem à terra e evitar o êxodo rural.

Empreendimentos
A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig é a líder em energia eólica do país, há 30 anos. Na década de 90, instalou no Vale do Jequitinhonha (MG) a primeira usina interligada no sistema elétrico nacional e, atualmente, as empresas do Grupo Cemig são responsáveis por 12% de toda energia proveniente dessa matriz que é injetada mensalmente no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A Renova, veículo de crescimento da Cemig em energias renováveis, opera o Complexo Eólico Alto Sertão I, localizado no sudoeste baiano, mais precisamente entre os municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã, com 14 parques e capacidade instalada de 294 MW, suficiente para abastecer 540 mil residências. Na mesma região, a empresa opera mais dez parques do Complexo Eólico Alto Sertão II,  situado nos mesmos municípios, além de Pindaí. Esse complexo é composto por 15 parques com capacidade instalada de 386 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 1,9 milhão de habitantes. Os cinco parques restantes devem entrar em operação comercial ainda este ano. A empresa está implantando na região o Complexo Alto Sertão III, ainda maior e que terá capacidade instalada de 738 MW.

Além da Bahia, a Cemig possui ainda participações em parques eólicos no Ceará, e atualmente, sua subsidiária Aliança Geração está implantando, em Icapuí (CE), o Complexo Santo Inácio, composto de quatro usinas com capacidade total instalada de 98,7 MW e início de operação previsto para 2017.

Programa Catavento
A expansão da matriz elétrica do país realizada pela Cemig e as empresas do grupo vem sendo feita com respeito às pessoas e ao meio ambiente. Por trás de cada usina, parque eólico ou linha de transmissão, há a preocupação com a sustentabilidade, cuja prerrogativa é não tirar da natureza algo que, para ela, não possa retornar.

Um exemplo disso é o Programa Catavento. Com o objetivo de transformar as comunidades onde atua, a Renova, empresa do Grupo Cemig, criou um conjunto de ações que visam o desenvolvimento sustentável das regiões onde estão localizados seus parques eólicos. Comemorando seu terceiro ano de atividades, o programa tem muitas conquistas e muitos planos futuros. No total, o programa desenvolve 20 projetos, sendo 16 nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã, em seu primeiro ciclo (2012-2014) e outros quatro no Ciclo II (2015 a 2016) em Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí.

O Catavento é um conjunto de projetos com intensa participação das comunidades e voltados para o desenvolvimento socioeconômico, educacional e de proteção ambiental; resgate da cultura e do patrimônio histórico, e fomento ao empreendedorismo. “As pessoas da comunidade e as instituições são os proponentes dos projetos, e por isto eles são legitimados e absorvidos rapidamente, pois partem dos anseios e das vocações de cada comunidade”, explica o diretor vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade das Renova, Ney Maron de Freitas.

Depois de avaliado, caso o projeto se enquadre nos requisitos, a equipe da Renova entra em campo com o trabalho de consultoria, contribuindo para formalizar esses projetos e dar visibilidade à iniciativa, além de, juntos, buscar caminhos para o desenvolvimento do projeto, como financiamentos, parcerias, mercado etc.

Indiretamente, o programa beneficia toda a população dos municípios onde a empresa atua. Ney Maron exemplifica as ações de recuperação e proteção dos recursos hídricos, que têm um importante impacto positivo para toda a sociedade. Outro exemplo é o Museu do Alto Sertão da Bahia (MASB), um museu de território cuja implantação está sendo realizada em parceria com diversas entidades locais, que servirá de referência para toda a região e até mesmo para toda a Bahia. Diretamente, o programa beneficia aproximadamente 10 mil pessoas.

Este ano, teve início o segundo ciclo do Catavento, que abrange quatro projetos:  MASB,  Conservatório de Música Anísio Teixeira, Fortalecimento das Cadeias Produtivas e Recursos Hídricos. Esses projetos são desdobramentos de ações do Ciclo I demandadas pelas comunidades, como a continuidade de implantação do MASB e das atividades do Conservatório de Música, a integração dos projetos de Assessoria Técnico Rural, Apicultura e Mandiocultura (Fortalecimento das Cadeias Produtivas) e a continuidade e intensificação de ações de valorização dos recursos hídricos, considerados críticos para a região de atuação do Programa.

Neste Ciclo, outro foco importante é a construção de estratégias de sustentabilidade para o MASB e o conservatório.

Renda extra para as comunidades
Ao mesmo tempo em que construía os parques, a Renova estabelecia compromissos com as comunidades locais, com o respeito que uma obra de cunho sustentável exige. Em vez de comprar terrenos para a instalação dos aerogeradores, a empresa optou por fazer parcerias com os moradores e decidiu alugar parte das propriedades. Assim, não só os proprietários são mantidos em suas antigas casas como também aumentam consideravelmente as suas rendas, com o pagamento periódico dos arrendamentos.

Desde o início das obras do Alto do Sertão I, em 2010, a Renova realizou contratos de arrendamentos, gerando recursos extras para milhares de famílias. Uma delas é a do lavrador Jesulino Barbosa, que tem oito filhos já adultos e casados. “Fiz um negócio muito bom. Aluguei os fundos do sítio, mas o terreno e a casa ainda vão ficar para os netos”, orgulha-se. Com o pagamento da Renova, Barbosa melhorou a vida, passou a consumir e poupar mais. Conseguiu, inclusive, terminar de pagar a faculdade de medicina de um dos filhos, que hoje exerce a profissão em Guanambi.

Hoje, na região do Alto Sertão, que compreende os Complexos Eólicos Alto Sertão I, II e III, a Renova tem contrato de arrendamento com 546 proprietários. Todos eles tiveram suas vidas modificadas pelos ventos de uma vida melhor, garantindo o futuro de suas famílias.

Crédito foto: Renova Energia

Sugestão de legenda para a foto:
Jesulino Barbosa: um dos beneficiados com o arrendamento de terra para geração de energia eólica.

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