quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cemig busca ligações irregulares em 10 cidades nesta 4ª feira


Empresa espera recuperar R$ 10 milhões em receita somente com a operação desta semana

A Cemig realizou hoje (26/4) uma ação simultânea em dez cidades mineiras para identificar possíveis ligações irregulares, popularmente conhecidas como “gatos”. O mutirão acontece durante toda esta semana e a Companhia deve realizar 650 inspeções em medidores de consumo de energia e 5 mil cortes por inadimplência). O retorno financeiro é estimado em cerca de R$ 10 milhões. 

Nesta manhã, os técnicos da Cemig vistoriaram os equipamentos de clientes residenciais e comerciais de Belo Horizonte, Ituiutaba, Uberaba, Juiz de Fora, Patrocínio, Ipatinga, Pouso Alegre, Itajubá, Divinópolis e Varginha. 

Além das inspeções de rotina, a Cemig intensificou o combate às ligações irregulares e realiza, a cada 15 dias, mutirões para minimizar o prejuízo de cerca de R$ 300 milhões anuais com fuga de energia. De acordo com gerente de Gestão e Controle da Medição e das Perdas da Cemig, Marco Antônio de Almeida, é um engano pensar que as irregularidades estão restritas aos consumidores de baixa renda.

“A prática permeia todas as classes sociais. É uma questão de cultura e estamos tentando combater isso. O prejuízo é rateado entre a Cemig Distribuição e todos os consumidores adimplentes, diminuindo os ganhos da distribuidora e encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta”, afirma.

Ainda segundo o gerente da Cemig, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da Cemig. Por isso, a Companhia investe em operações e possui, ainda, um centro de inteligência que acompanha o consumo em tempo real de todos os seus clientes.

“Acompanhamos o consumo dos mais de 8 milhões de clientes e, além de fazer a rotina diária de inspeções através dessas avaliações de consumo, fazemos mutirões em todos o estado. Temos encontrado muitas irregularidades e, ao corrigi-las, conseguimos preservar a receita da Companhia”, destaca. 

Prática é criminosa

Caso seja confirmado a irregularidade pela Cemig, o titular da unidade consumidora pode responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa. 

“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes e danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pela sobrecarga gerada pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa”, finaliza Marco Antônio de Almeida. 

Vídeos da operação em Belo Horizonte:


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